quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Prelúdio de uma morte anunciada

Prólogo

"O resto de vós, irmãos, permaneceis aqui até o fim desta contenda. Nada há nesta cidade que deva resistir. Os mortais que ainda restarem, que sejam sacrificados."

Há algo podre no ar. Não há quem não sinta. Nem mesmo os mortais escapam de seus braços fétidos. As noites não são mais como antes.

A ascensão de Lucius Draco, um cainita da casa dos Giovanni, ao principado esperantinense trouxe a revolta para onde antes havia paz. Os Membros mais tradicionalistas amaldiçoaram-no. Os rebeldes e anarquistas enfureceram-se. Não há um cainita sequer que siga as tradições que aceite esta afronta. Mesmo com todo o respeito e temor gerados pela figura de Lucius, sua liderança entre os irmãos da Camarilla esteve em permanente contestação.

Em todos os cantos sussuros tramam sua queda. Vozes clamam pelo retorno de Enrico Pastore ao trono. Se, pelo menos, ele pudesse ouví-las...

Lucius chegara a Esperantina há pouco mais de dez anos. Seu poder e, principalmente, seu dinheiro o colocaram em uma posição muito favorável. Politicamente inabalável, tornou-se uma séria ameaça.

Uma nuvem de escuridão e medo paira sobre todos.

Dentre todos os irmãos, os mais jovens e, principalmente, os neófitos, são os mais atingdos por Lucius e sua "mão de ferro". Não há justiça em seus julgamentos, nem mesmo com os irmãos da sua casa. Ele é, realmente, impiedoso com os fracos.

Os anciãos têm tentado restaurar a ordem em Esperantina, mas sem sucesso. Todas as tentativas de derrubar Lucius politicamente falharam retumbantemente.